3/5/16

Urbano Lugrís: o seu universo mariñeiro

Video elaborado para a exposición do Consello da Cultura Galega "Galicia 100"

2/5/16

Dadaísmo

25/4/16

Picasso: autorretratos

15 anos de idade (1896)


18 anos de idade (1900)

20 anos de idade (1901)

24 anos de idade (1906)


25 anos de idade (1907)


35 anos de idade (1917)


56 anos de idade (1938)

83 anos de idade (1965)


85 anos de idade (1966) 


89 anos de idade (1971)


90 anos de idade (30 de xuño 1972) 


90 anos de idade (2 de xullo de 1972)

Visto en Cultura Inquieta.

21/4/16

Kirmen Uribe a "As señoritas de Avignón"

Ni por contido nin polo meu criterio literario, as liñas que seguen deberían pasar nin á historia da crítica artísitca nin á da literatura.

"En el MOMA DE Nueva York habrá un (sic) treintena de Picassos (sic), expuestos uno detrás de otro. El más llamativo, sin duda, es el famoso Les demoiselles d´Avignon. Picasso lo pinto en 1907, y se nspiró en una casa de citas de la calle Avinyó de Barcelona. Aparecen las mujeres de vida desordenada de aquel lugar. Cuando lo pintó, Picasso no tenía más de veinticinco años, y se puede apreciar cómo algunas de las caras del lienzo están pintadas por encima, lo que en principio era un hombre luego lo convirtió en una mujer. Sin embargo, la obra tiene una fuerza extraordinaria, atrapa al espectador desde el primer golpe de vista.
Picasso. Boceto.

Frente al cuadro hay otras dos pinturas, aparentemente iguales. Una es de Georges Braque, Man with a Guitar, y la otra del propio Picasso, Ma Jolie. Prácticamente no se puede distinguir de quién es una  y de quién la otra. Son de la misma época y se diría que las dos proceden de la misma mano. Lo dos artistas reflexionaban sobre las posibilidades del cubismo y los dos pintaron un cuadro igual. Cuál de los dos se inspiró en la obra del otro no lo sabemos.
Picasso. Ma Jolie.

Braque. Man with a Guitar.

Pero esos cuadros transmiten poco al espectador; son fríos, oscuros. Se trata de una técnica llevada hasta el límite; poco más consiguen expresar.

Esa frialdad, por el contarrio, no se aprecia por ningún lado en su pintura de juventud. En las Demoiselles, Picasso quiso descorrer la cortina y mostranos lo que había detrás, algo inesperado. Y todavía hoy sorprende al espectador. Técnicamente no es un cuadro perfecto, y por eso fue criticado al principio. Incluso Matisse lo tomó como un insulto al arte moderno. Pero su fuerza es incuestionable.

Además ves el cuadro y de inmediato sabes que es de Picasso, al contrario que Ma Jolie. Podría ser lo mismo de Picasso que de Braque.

Quizás por eso Picasso dejó de lado el cubismo radical y se dedicó a pintar otro tipo de cuadros, más coloristas, más vivos. Creía que esa corriente estaba agotada porque después de la Primera Guerra Mundial el públco no quería cosas tristes. La gente necesitaba alegría de vivir. Y asíse ganó Picasso a la gente".


Kimen Uribe. Bilbao-New York-Bilbao. Barcelona, Seix Barral, 2010, pp- 159-160.

18/4/16

Entender o cubismo (e II)

Vídeo realizado por Nicolás Brando como parte do Proxecto Final do seu grao en Humanidades na Universitat Pompeu Fraba (2013)  

15/4/16

Entender o cubismo

Vídeo de Carlos Alonso Ojea, novísimo realizador de spots multipremiado. As súas curtas distribúeas Vilcávaro shortfilm. 

13/4/16

Van Gohg animado

12/4/16

Sen comentarios LI: Cuns (Coristanco)




11/4/16

A Ponte de María Pia de Porto

Como ben saberedes os seguidores e seguidoras deste blog, teño unha relación especial con Porto. Ficábame unha entrada sobre a outra ponte de ferro sobre o Douro despois de feita sobre a de Dom Luis.

O texto que segue ésta resumido e copiado da Wikipedia en portugués.

"Deseño: Théophile Seyrig. Início da construção: 5 de Janeiro de 1876. Término da construção: 8 de Outubro de 1877. Data de abertura: 4 de Novembro de 1877. Data de encerramento: 24 de Junho de 1991. Comprimento total: 352,875 metros. Altura: 61 metros.

Ponte Maria Pia é uma infraestrutura ferroviária, que transportava a Linha do Norte sobre o Rio Douro, entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, no Norte de Portugal. Foi inaugurada em 4 de Novembro de 1877 , e foi encerrada em 24 de Junho de 1991, tendo sido substituída pela Ponte de São João. É considerada, junto com o Viaduto de Garabit, como as maiores obras-primas executadas pelo engenheiro Gustave Eiffel.
Descrição

A ponte foi baptizada em honra da mulher do rei, Luís I, Maria Pia de Saboia.

O comprimento total da secção metálica da ponte é de 352,875 m, dos quais 192,875 m correspondem aos viadutos laterais, e 160 m ao arco; o arco apresenta uma forma parabólica, com uma flecha de intradorso de 37,50 m, e uma altura no meio de 10 m, que vai decrescendo, atingindo 7 m nos rins, ou seja, nos pontos em que se iniciam 2 pilares que suportam o tabuleiro. O arco é apoiado por 4 fortes articulações, duas de cada lado, a 15 m de distância uma da outra, fornecendo aos arcos uma grande base, para melhor resistir aos efeitos do vento.
O arco sob o tabuleiro tem 167 metros de corda e 48,60 metros de flecha, assentando sobre 7 pilares, dois dos quais sobre o arco. O tabuleiro situa-se a cerca de 60 metros de altura do nível das águas do Rio Douro. A estrutura metálica estava resguardada dos efeitos do clima por várias camadas de tinta. No pavimento da ponte, foi utilizado ferro do tipo Zorés.
O peso total da estrutura metálica é de 4100 t, dos quais 512 t pertencem ao arco, na razão de 3200 Kg por metro corrente.


Antecedentes e planeamento
 Foi seleccionada a proposta da casa Eiffel, que tinha sido originalmente orçada em 965.000 francos, mas que depois de várias modificações introduzidas pela comissão passou para 1.200.000 francos. O projecto definitivo foi concebido pelo engenheiro Théophile Seyrig, sócio de Gustave Eiffel. Na sua concepção, teve-se em cuidado a sua inserção nos valores paisagísticos, tendo sido a primeira das pontes projectadas na região do Porto pela firma de Eiffel.

Construção

Esta ponte foi construída pela empresa Eiffel Constructions Métalliques. , sob a direcção de Eiffel.

Foi a primeira ponte em que os apoios intermédios foram substituídos por um arco, que então era o maior no mundo, motivo pela qual esta estrutura foi considerada uma das mais arrojadas, neste tipo de obras. A montagem do arco foi supervisionada pelo engenheiro Marcel Augevére Devido à natureza inédita desta obra na Europa, foi necessária a realização de minuciosos estudos antes de começar a construção, motivo pelo qual só em 5 de Janeiro de 1876 é que arrancaram as obras, com a abertura das fundações.

 As obras foram concluídas com o fechamento do arco em 25 de Setembro de 1877,
A construção demorou cerca de 22 meses, e empregou 150 operários.

Inauguração
A ponte foi inaugurada em 4 de Novembro de 1877. A cerimónia iniciou-se com um comboio especial, com 24 carruagens, que transportou mais de 1200 convidados desde Vila Nova de Gaia até à ponte. Depois, retornou a Gaia, de forma a deixar passar o comboio real. Foi instalado um pavilhão junto ao início da ponte, no lado Sul , onde Luís I e Maria Pia de Saboia e os príncipes D. Carlos e D. Afonso receberam a direcção da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, e os engenheiros portugueses e estrangeiros que estiveram envolvidos na construção, incluindo Eiffel, que apresentou o projecto da ponte.[12] O primeiro comboio chegou a Campanhã no dia seguinte. A festa da inauguração decorreu durante 3 dias na cidade do Porto, reflectindo o sentimento geral na altura, que considerava que a chegada do caminho de ferro iria melhorar as ligações ao estrangeiro e ao  resto do país.]A Ponte Maria Pia e o Viaduto de Garabit foram as primeiras pontes ferroviárias com tabuleiros suportados por arcos metálicos de grandes dimensões.

A ponte esteve em serviço durante 114 anos, como parte da Linha do Norte, tendo sido encerrada no dia 24 de Junho de 1991, dia em que foi inaugurada a Ponte de São João. Esta nova estrutura foi construída junto à Ponte D. Maria Pia, tendo sido projectada por Edgar Cardoso.

Em Setembro de 2013, a ponte D. Maria Pia foi considerada pelo jornal The Guardian como uma das 10 mais belas do mundo".

As fotos da construción son da Wikipedia e as outras de Iniciarte.

8/4/16

Le Corbusier: Vila Saboia, visita virtual.

Moito hai de Le Corbusier en Iniciarte pero creo que aínda non puxera este vídeo

7/4/16

Le Corbusier por Le Corbusier


Experimentei nunha vida desprovista de quietude, nunha vida chea de incesantes inquietudes, a profunda alegría do como e do por que.
Non hei ter nunca máis que un mestre: o pasado; unha soa formación: o estudo do pasado. saquei do pasado a lección de historia, a razón de ser das cousas. Todo acontecemento e todo obxecto están “en relación a”. A historia áchase inscrita nos trazados e nas arquitecturas das cidades. As miñas ideas revolucionarias están na historia, en toda época e en todos os seus países.

A arquitectura é un acto de vontade consciente. Facer arquitectura é poñer orde.

A arquitectura é o resultado do estado de espírito dunha época. A arquitectura é un feito indiscutible que xorde nun certo instante da creación en que o espírito, preocupado por asegurar a solidez da obra, de acougar os desexos de confort, atópase elevado por unha intención aínda máis elevada que aquela que é simplemente servir e tende a manifestar os poderes líricos que nos animan e dan gozo.

A arquitectura é o xogo sabio, correcto, magnífico dos volumes reunidos baixo a luz.

A arquitectura está máis aló dos feitos utilitarios. A arquitectura é un feito plástico. O seu significado e a súa tarefa non é só reflectir a construción e absorber unha función, si por función enténdese a da utilidade pura e simple, a do confort e a elegancia práctica. A arquitectura é arte no seu sentido máis elevado, é orde matemática, é teoría pura, harmonía completa grazas á exacta proporción de todas as relacións: esta é a “función” da arquitectura.

As advertencias da arquitectura (principios) son a planta, o volume, as superficies, os trazos reguladores e o plan. O plan leva en si a esencia mesma da sensación.

É indispensable que os arquitectos exerzan unha influencia sobre a opinión pública e dean a coñecer a esta os medios e os recursos da nova arquitectura.

“Unha célula a escala humana” é esquecer toda casa existente, todo código de habitación existente, todos os costumes ou a tradición. É estudar con sangue frío as novas condicións nas cales nosa existencia desenvólvese. É ter a osadía de analizar e saber sintetizar.

A arquitectura preside os destinos da cidade. Ordena a estrutura da vivenda, esa célula esencial do trazado urbano, cuxa salubridade, alegría e harmonía están sometidas ás súas decisións.

Hai que construír cidades enteiras pensando nun mínimo de confort, cuxa ausencia prolongada fai oscilar o equilibrio das sociedades. A cidade non é máis que unha parte do conxunto económico, social e político que consitúe a rexión.

A política devora as enerxías. A política non é unha función constructiva; é unha criba que soamente actúa por eliminación.

Á cidade corresponderalle facerse permanentemente, o que depende doutras cousas que do cálculo. Será a arquitectura, que é todo o que está máis aló do cálculo.

O urbanismo é un fenómeno sintético de composición sobre o chan e por encima do chan.

Organizar é facer xeometría; facer xeometría na natureza ou no magma xurdido “naturalmente” das agrupacións de homes en aglomeracións urbanas, equivale a facer ciruxía.

A arte, produto da ecuación “razón-paixón”, é, para min, o lugar da felicidade humana.

O mobiliario é o medio polo cal damos a coñecer o noso rango social.

O marabilloso está na exactitude. O duradeiro está na perfección. A vida está feita cun cálculo exacto. O soño só se apoia sobre realidades esenciais. A poesía só procede mediante feitos exactos. A poesía é un acto humano: as relacións concertadas entre imaxes perceptibles. O lirismo só ten ás sobre a verdade. Só o xenuino conmóvenos. A arquitectura proponse emoción.

A cousa máis importante do mundo son os espazos baleiros.


Non se revoluciona revolucionando: revoluciónase solucionando.

Visto en Arquine.